Verbas da Saúde - Rastreamento das destinações das verbas públicas para a saúde
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SEGUNDA CRISE

SEGUNDA CRISE
O medo de contrair a Covid-19 nas unidades de saúde (públicas e privadas) tem afastado as pessoas de consultas e exames de rastreamento e diagnóstico de várias doenças.

O medo de contrair a Covid-19 nas unidades de saúde (públicas e privadas) tem afastado as pessoas de consultas e exames de rastreamento e diagnóstico de várias doenças. Do ponto de vista oncológico, este afastamento pode ter consequências substanciais.

Em todo o mundo, tem se documentado uma redução no número de novos casos de câncer. Infelizmente, isso não significa que menos pessoas estão adoecendo, mas que diagnósticos estão deixando de ser feitos. A terrível consequência é que, quando esses casos “emergirem”, estarão em estágios mais avançados.

O medo do vírus também fez com que quase metade dos tratamentos contra a doença fossem interrompidos, no Brasil. Parte por decisão das instituições de saúde e parte pelos próprios pacientes. Mais de 30% dos que deixaram os cuidados médicos de lado estava fazendo quimioterapia e 60% dos que adiaram os procedimentos, estavam sendo atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A região Norte foi a que mais sentiu as consequências da pandemia e a região Sul foi a menos abalada. 

Tudo isso, deve comprometer, e muito, os resultados dos tratamentos. Além de aumentar os índices de mortalidade, haverá o impacto não letal para os pacientes com diagnósticos em estágios mais avançado, como cirurgias mais radicais, mais quimio, radio e imunoterapias. Isso também irá gerar aumento de custos pelos tratamentos para o Estado, para os planos de saúde e os pacientes. No final, quem irá pagar mais caro será o cidadão, tanto no bolso quanto na saúde.

Outro problema é o atraso significativo em pesquisa clínica de tratamentos e medicamentos para outras doenças, uma vez que muitos laboratórios e universidades suspenderam suas atividades e se voltaram para estudos de combate ao coronavírus. 

Uma possível “segunda onda” da doença e novos lockdowns agravariam ainda mais a situação. O desafio para todos é tentar evitar que essa atual crise sanitária dê lugar a uma segunda crise de saúde pública, também com impactos significativos.


04/Dec/20 - Acao Comunicativa
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