
O Hospital Amaral Carvalho (HAC) realizou, no último sábado (4/10), a terceira edição do Projeto Estrelinha, um encontro de acolhimento e apoio emocional dedicado às famílias de crianças e adolescentes que faleceram durante o tratamento oncológico na instituição.
Idealizado pela equipe da Oncologia Pediátrica, o projeto tem como propósito honrar a memória das crianças e fortalecer o vínculo com as famílias, demonstrando que o cuidado e o afeto do hospital permanecem mesmo após o fim do tratamento.
“O Estrelinha nasceu para mostrar que o nosso cuidado continua. Nós seguimos aqui, oferecendo apoio, amor e acolhimento a cada família”, explica a oncopediatra e coordenadora da Oncologia Pediátrica do HAC, Larissa Bueno Polis Moreira.
Com o tema “Espiritualidade”, a edição deste ano foi marcada por momentos de emoção, reflexão e partilha. Profissionais das equipes de Psicologia e Pediatria conduziram conversas sobre o processo do luto, criando um espaço seguro para a expressão de sentimentos e memórias.
A musicoterapeuta e psicoterapeuta corporal Jaciane Milani Finato conduziu uma vivência sobre espiritualidade e luto, reforçando a importância de reconhecer e acolher a dor.
“Falamos sobre o luto como um processo natural e sobre a presença dessas crianças que seguem vivas na memória e no afeto. Foi um encontro emocionante, de muita troca humana e aprendizado”, relatou.
O momento de leveza ficou por conta dos voluntários do grupo Remédicos do Riso, que levaram conforto, poesia e música às famílias.
“Tenho o prazer de participar desde a primeira edição. É um dia cheio de emoções e aprendizados, porque nós também aprendemos muito com as famílias”, destacou Rogério Fabre, coordenador do grupo.
Ressignificar para seguir em frente
Para as famílias, o reencontro com profissionais e outras pessoas que passaram pela mesma dor representa um passo importante no processo de cura emocional.
“Foi um momento de libertação, de reencontro com outras mães que viveram o mesmo. Falar do nosso filho faz bem, traz alívio e preserva a lembrança”, contou Celia Virgínia de Mira, mãe da Estrelinha Lucas. “Só tenho gratidão e saudade. Faz três anos que minha filha partiu, e esse hospital maravilhoso continua nos ajudando a superar”, completou Vanessa Pereira Honorato, mãe da Estrelinha Manuela.
Com o Projeto Estrelinha, o Hospital Amaral Carvalho reafirma seu compromisso com o cuidado integral, que vai além da medicina. Um cuidado que acolhe, conforta e mantém vivas as lembranças das crianças que hoje brilham como as estrelinhas mais luminosas do HAC.
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