
Tecnologia, educação e inclusão se encontram em uma iniciativa da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo voltada às necessidades de pessoas autistas.
A Plataforma Digital da Sociedade Autista reúne atividades de formação profissional, pesquisa e desenvolvimento de ferramentas que podem contribuir para a comunicação, o conforto sensorial e a autonomia.
O trabalho aproxima professores, estudantes universitários e pessoas neurodivergentes na busca por soluções relacionadas a situações reais do cotidiano.
Capacitação para o mercado de trabalho
Uma das ações oferece formação tecnológica a 50 alunos autistas com diferentes níveis de necessidade de suporte.
Durante o curso, realizado no campus da USP em São Paulo, os participantes aprendem a utilizar inteligência artificial, planilhas e outras ferramentas digitais.
A formação termina no final de setembro. Os participantes que já estiverem trabalhando em empresas parceiras serão acompanhados por mais três meses.
A proposta busca ampliar habilidades profissionais e apoiar a inclusão no mercado de trabalho.
Tecnologia a serviço da acessibilidade
Professores e estudantes também trabalham na criação de ferramentas voltadas a diferentes necessidades da população autista.
Entre os recursos está o Adapte Board, uma prancha de comunicação gratuita e personalizável destinada a pessoas que enfrentam dificuldades para se comunicar verbalmente.
Outro projeto utiliza inteligência artificial para auxiliar na criação de músicas com finalidade educativa e de apoio terapêutico. Para tornar a espera pela geração do áudio mais confortável, o sistema oferece um jogo interativo e orientações de respiração.
Também foram desenvolvidos protótipos como a pulseira SensiLogic, que acompanha batimentos cardíacos e transforma possíveis sinais de estresse em alertas visuais, e o Aces, voltado à identificação de frequências e ruídos que podem provocar desconforto sensorial.
Outras propostas trabalham comunicação não verbal, interpretação de intenções e educação financeira por meio de experiências interativas.
As ferramentas ainda se encontram em diferentes etapas de desenvolvimento. Por isso, não devem ser apresentadas como tecnologias médicas validadas ou disponíveis em larga escala.
Ao aproximar conhecimento técnico e necessidades sociais, a iniciativa mostra como a formação universitária pode contribuir para o desenvolvimento de soluções mais inclusivas.
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