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Saúde

Estudo clínico brasileiro com polilaminina começa em 24 de setembro

Pesquisa de fase 1 avaliará a segurança da terapia experimental em cinco voluntários com lesões agudas da medula espinhal.

21 de setembro de 2026 · Por Ação Comunicativa

Profissional com luvas segura frasco lacrado com solução concentrada de laminina em ambiente de laboratório.

Uma pesquisa brasileira desenvolvida ao longo de aproximadamente 25 anos dará um novo passo no dia 24 de setembro, com o início de um estudo clínico de fase 1 sobre o uso da polilaminina em pessoas com lesões agudas da medula espinhal.

O estudo será realizado com cinco voluntários e terá como objetivo principal avaliar a segurança da aplicação da substância.

A pesquisa foi desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

Critérios rigorosos para participação

Poderão participar pessoas com idades entre 18 e 72 anos que tenham sofrido uma lesão medular torácica aguda e completa há menos de 72 horas, com indicação para cirurgia.

As lesões deverão estar localizadas entre as vértebras T2 e T10. A participação dependerá do cumprimento de todos os critérios clínicos estabelecidos e da assinatura do termo de consentimento.

A aplicação será intramedular e realizada uma única vez durante o procedimento cirúrgico. Depois disso, os voluntários serão acompanhados por seis meses, seguindo protocolo clínico e monitoramento independente de segurança.

O estudo contará com equipes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Integração entre pesquisa e atendimento

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da capital paulista será preparado para auxiliar na identificação e no encaminhamento de possíveis participantes que atendam aos critérios da pesquisa.

A articulação busca permitir que os casos compatíveis sejam encaminhados rapidamente aos centros responsáveis pelo estudo, respeitando o limite de até 72 horas após a ocorrência da lesão.

A etapa de reabilitação terá o apoio da Associação de Assistência à Criança Deficiente, a AACD.

Um primeiro passo da pesquisa clínica

A polilaminina foi desenvolvida a partir da laminina, uma proteína relacionada à estrutura celular e ao tecido nervoso.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o estudo clínico de fase 1 em janeiro de 2026.

Essa primeira etapa avaliará principalmente a segurança da aplicação. Ela não comprova a eficácia da substância e não permite apresentar a polilaminina como cura ou tratamento já disponível para pessoas com lesões medulares.

Caso os resultados de segurança sejam considerados positivos, a pesquisa poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia e outros aspectos do tratamento poderão ser avaliados em grupos maiores.

A polilaminina ainda não possui registro para uso regular, não está disponível comercialmente e não pode ser aplicada fora das condições autorizadas para a pesquisa.

O início do estudo representa um passo importante para a ciência brasileira, ao aproximar uma pesquisa desenvolvida durante décadas da avaliação clínica em seres humanos, com acompanhamento médico e critérios regulatórios.

  • Polilaminina
  • Pesquisa clínica
  • Lesão medular

Fontes e referências

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