
Moléculas conhecidas por sua atividade contra o câncer apresentaram resultados promissores em testes contra o Plasmodium falciparum, uma das espécies de parasita causadoras da malária.
A pesquisa foi realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo e analisou 14 compostos derivados de um medicamento antineoplásico.
Os experimentos foram feitos com parasitas cultivados em laboratório. Os resultados indicaram que os compostos conseguiram agir em duas fases diferentes do desenvolvimento do microrganismo.
Ação em diferentes fases do parasita
Na fase assexuada, o parasita se reproduz nas células sanguíneas e está relacionado ao aparecimento dos sintomas da malária. A ação observada nessa etapa indica um possível caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos.
As moléculas também atuaram na fase de gametócitos, período em que o parasita pode infectar o mosquito vetor. Essa característica sugere um possível efeito sobre a transmissão da doença.
O reaproveitamento de moléculas já estudadas para outras finalidades pode ajudar a acelerar a busca por novas abordagens terapêuticas.
Pesquisa ainda precisa avançar
Apesar dos resultados promissores, os testes foram realizados apenas in vitro. Isso significa que os compostos ainda não foram avaliados como tratamento em pacientes.
Novos estudos serão necessários para analisar a segurança, a estabilidade e os possíveis efeitos adversos dessas moléculas em organismos vivos.
Os pesquisadores também pretendem testar os compostos em outras espécies causadoras da malária, como o Plasmodium vivax, predominante no Brasil.
A pesquisa representa uma etapa inicial, mas abre novas possibilidades para o desenvolvimento de medicamentos contra uma doença que ainda exige avanços científicos e novas estratégias de enfrentamento.
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