Ir para o conteúdo
Voltar para Notícias
Saúde

FILAS NA ONCOLOGIA

Deputada Solange Freitas busca soluções para reduzir tempo de espera por tratamento para mulheres com câncer de mama.

23 de outubro de 2024 · Por Ação Comunicativa

FILAS NA ONCOLOGIA

Seis a cada dez mulheres diagnosticadas com câncer de mama no Brasil esperam mais de dois meses para iniciar o tratamento, o que contraria a Lei Federal 12.732/12, que garante o direito ao início do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) em até 60 dias após o diagnóstico. Para buscar soluções para essa demora, a Deputada Estadual Solange Freitas (União-SP) promoveu, no dia 17 de outubro, uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo. Realizada durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, a audiência reuniu especialistas e representantes do Poder Público para discutir o cenário das filas da oncologia no estado.

Apesar de avanços em algumas regiões, a espera prolongada continua sendo um problema crítico, comprometendo as chances de diagnóstico precoce e cura. A deputada Solange, que enfrentou e venceu um câncer de mama em 2021, destacou que recebe diariamente pedidos de ajuda para realização de exames e tratamentos, o que indica falhas no sistema de saúde.

“Se eu estou recebendo esses pedidos, é porque o sistema está falhando. Eu quero que as pessoas tenham a mesma chance que eu tive. Se estiverem doentes, que descubram no estágio inicial”, enfatizou Solange, reforçando a importância de garantir que a Lei dos 60 dias seja cumprida. A parlamentar defendeu maior transparência nas filas e conscientização da população e da classe médica, além da necessidade de fortalecer a rede de alta complexidade oncológica e incluir novas terapias no SUS.

Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, reiterou que o atraso no início do tratamento vai contra o direito dos pacientes e prejudica suas chances de cura. “Esse é o grande desafio: garantir que os pacientes tenham acesso rápido a exames, biópsias e consultas com especialistas para que o tratamento comece dentro do prazo”, afirmou.

Raquel Zaicaner, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, apontou que a parceria entre os governos federal, estadual e municipal, além da integração com universidades e sociedade civil, é essencial para melhorar o acesso ao tratamento. Ela também ressaltou a importância de identificar as prioridades entre os pacientes, acelerando o atendimento para aqueles com cânceres mais agressivos que requerem intervenção imediata.

A Deputada Solange Freitas planeja uma nova audiência pública para continuar o debate e buscar soluções. "Nossa luta continua para que a Lei dos 60 dias seja cumprida. Quem tem câncer tem pressa. O tratamento é para ontem", concluiu a parlamentar, destacando que é preciso avançar na ampliação da rede oncológica, na conscientização e no fortalecimento das pesquisas sobre novas terapias.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, e, de acordo com o INCA, cerca de 74 mil novos casos da doença são esperados em 2024.

Foto: Rodrigo Costa/Alesp

  • Saúde
  • Alesp
  • Deputada
  • Câncer
  • Deputada Estadual
  • Lei

Compartilhar

LinkedInFacebook

Notícias relacionadas