
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) construíram uma armadilha capaz de manter íons de estrôncio confinados por campos elétricos. O resultado fortalece a infraestrutura brasileira para investigar uma das plataformas utilizadas na computação quântica.
Liderado por Amilson Rogelso Fritsch, com apoio da FAPESP no Programa QuTIa, o projeto alcançou os primeiros resultados 18 meses após seu início. O equipamento foi inteiramente construído no Brasil.
Uma etapa necessária para avançar
Íons são átomos eletricamente carregados. Mantê-los isolados e sob controle é uma condição para utilizá-los como qubits, unidades de informação de sistemas quânticos.
A conquista ainda não significa que a equipe tenha concluído um computador quântico. O próximo desafio é avançar na manipulação dessas partículas e nas operações de processamento.
Conhecimento com aplicações futuras
A computação quântica poderá contribuir para problemas específicos, como simulações de moléculas voltadas ao desenvolvimento de materiais e medicamentos. Ela não substitui os computadores convencionais em qualquer tarefa.
Segundo a reportagem da Agência FAPESP, publicada em 26 de agosto, ainda não havia artigo científico publicado sobre o experimento.
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Fontes e referências
Agência FAPESP
Reportagem publicada em 26/08/2026



