Ir para o conteúdo
Voltar para Notícias
Sustentabilidade

Tecnologia conecta resíduos industriais a artesãos das periferias

Sistema aproxima empresas, profissionais criativos e organizações sociais para transformar materiais descartados em novos produtos e oportunidades de renda.

16 de setembro de 2026 · Por Ação Comunicativa

Mochila impermeável confeccionada com banners corporativos reaproveitados.
“Mochila impermeável produzida por artesãos a partir do reaproveitamento de banners corporativos.”

Materiais industriais que poderiam ser descartados estão ganhando novas possibilidades de uso por meio de um sistema que conecta empresas a artesãos, costureiros, designers, artistas e organizações sociais.

Desenvolvida pela startup paulista Ciclou, a tecnologia ajuda a encontrar profissionais interessados e capacitados para transformar uniformes corporativos, lonas publicitárias e tecidos técnicos em novos produtos.

A proposta reúne economia circular, inovação e inclusão produtiva, permitindo que materiais descartados sejam convertidos em itens úteis e oportunidades de geração de renda.

Tecnologia para encontrar novas possibilidades

Com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas, o PIPE-FAPESP, a startup desenvolveu um algoritmo que relaciona as características de cada material às condições de trabalho e às habilidades dos profissionais cadastrados.

O sistema considera fatores como espaço disponível, equipamentos, experiência e afinidade técnica para identificar as pessoas mais adequadas para cada projeto.

Nos testes realizados, a ferramenta reduziu em 89% o tempo necessário para encontrar profissionais compatíveis. Um processo que poderia levar até nove horas passou a ser concluído em aproximadamente uma hora.

Os testes também indicaram redução de 16% nos erros relacionados à incompatibilidade dos materiais e aumento de 26% na satisfação dos artesãos participantes.

Resíduos transformados em novos produtos

Uma das experiências envolveu antigos uniformes técnicos utilizados nas obras da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo.

Os materiais foram destinados a seis artesãos e costureiros e a uma organização social. A partir deles, foram produzidas 50 mochilas personalizadas.

A iniciativa mostra como a tecnologia pode ajudar empresas a encontrar destinações mais responsáveis para seus resíduos, enquanto amplia oportunidades para profissionais criativos e trabalhadores das periferias.

A plataforma ainda passa por ajustes relacionados à segurança da estrutura e à proteção de dados antes de sua disponibilização pública. Por isso, não deve ser apresentada como uma ferramenta já aberta para utilização geral.

  • economia circular
  • upcycling
  • artesanato
  • inclusão produtiva

Fontes e referências

Compartilhar

LinkedInFacebook

Notícias relacionadas