FEVEREIRO LARANJA: LEUCEMIA TEM CURA

FEVEREIRO LARANJA: LEUCEMIA TEM CURA
Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, é referência internacional em transplante de medula óssea, um dos principais tratamentos para esse tipo de câncer

Fraqueza persistente, febre sem causa aparente, perda de peso e infecções recorrentes podem parecer sinais banais, mas podem ser o primeiro alerta de câncer, doença que se aproxima de se tornar a principal causa de morte no mundo, superando as doenças cardiovasculares.

O crescimento dos casos está ligado ao envelhecimento da população, mudanças no estilo de vida, maior exposição a fatores de risco e, sobretudo, o diagnóstico tardio. Quanto mais tarde a doença é identificada, menores são as chances de controle e cura. Por isso, o alerta não é abstrato. Ele diz respeito à sobrevivência, à segurança e à capacidade do sistema de saúde de responder a tempo, especialmente no SUS, onde milhões de brasileiros buscam atendimento.

É nesse cenário que o Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, reforça uma mensagem central: informação salva vidas. Dentro desse contexto mais amplo, o Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia, um tipo de câncer que atinge a medula óssea e compromete a produção do sangue. Sem formas conhecidas de prevenção, a doença exige vigilância aos sinais e rapidez na investigação médica. Sintomas como cansaço extremo, febre, sangramentos, manchas roxas, dores ósseas e infecções frequentes não devem ser normalizados.

A história de Marcos Vinicius Sanches (fotos), morador de Cerqueira César (SP), ajuda a dar rosto a esse alerta. Em poucas semanas, ele passou a sentir fraqueza intensa, febre constante, emagrecimento acentuado e uma dor de garganta que não passava. Pensou que poderia ser anemia ou mais uma crise de amigdalite. O diagnóstico veio como um choque: leucemia. Marcos foi encaminhado para tratamento (primeira foto durante o tratamento) no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), referência internacional em transplante de medula óssea. Um ano após o tratamento, hoje ele está em remissão (segunda foto), com acompanhamento médico contínuo, um desfecho que só foi possível graças ao diagnóstico rápido e tratamento em um centro altamente especializado.

O Hospital Amaral Carvalho é um dos pilares do tratamento da leucemia no Brasil. Desde a implantação do seu Centro de Transplante, em 1996, a instituição já realizou mais de 4.700 transplantes, atendendo pacientes de todos os estados brasileiros. Foi o primeiro hospital do país a realizar, em 2004, um transplante alogênico de células-tronco de cordão umbilical proveniente de um banco brasileiro. Esse resultado é sustentado por uma estrutura robusta, que inclui laboratórios de alta complexidade, residência médica especializada, equipes de enfermagem treinadas e o apoio estratégico do Hemonúcleo Regional de Jaú, responsável por garantir segurança transfusional e suporte essencial aos procedimentos.

O cuidado, porém, não se limita à técnica. O Amaral Carvalho está entre os poucos centros transplantadores do país que mantêm casas de apoio próprias, oferecendo gratuitamente hospedagem e alimentação a pacientes e acompanhantes que vêm de outras cidades e não têm condições de arcar com essas despesas. Essa proximidade com o hospital, especialmente nos primeiros dias após o transplante, é decisiva para a segurança e o sucesso do tratamento. Em um país onde o câncer avança e impõe desafios crescentes à saúde pública, histórias como a de Marcos mostram que diagnóstico precoce, estrutura adequada e cuidado humanizado são a diferença concreta entre o medo e a chance real de continuar vivendo.

Como se tornar um doador de medula óssea

O transplante de medula óssea (TMO) é um procedimento que substitui a medula óssea doente por células normais de medula óssea de um doador compatível a fim de reconstituir uma medula saudável. Embora seja um procedimento bastante utilizado, nem sempre é necessário. Se indicado, o doador pode ou não ser aparentado (de uma pessoa da família).

No entanto, por conta da dificuldade em encontrar doadores compatíveis, existe o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um banco de doadores voluntários brasileiros. Qualquer pessoa pode se cadastrar e fazer parte da lista de doadores disponíveis. Para fazer parte, é simples:

– Vá até o hemocentro mais próximo de você. Em nossa região,o Hemonúcleo Regional de Jaú fica localizado na estrutura do Hospital Amaral Carvalho;

– O profissional responsável pelo seu atendimento apresentará um termo de consentimento livre e esclarecimento (TCLE) e um formulário para ser preenchido. É necessário apresentar um documento de identidade com foto;

– Seu sangue será coletado para análise por exame de histocompatibilidade (HLA), para identificação das suas características genéticas;

– Seus dados pessoais e dados coletados pelo exame serão incluídos no Redome;

– Sempre que um paciente precisar de um transplante de medula óssea, é feita a busca no Redome, onde os seus dados estão armazenados.Quando ocorrer possível compatibilidade com um paciente, você receberá o contato do hospital;

– Caso o desejo da doação seja confirmado, exames complementares serão realizados para avaliação e confirmação;

– Após essas etapas, a data para a realização do procedimento será marcada.

Os doadores devem ter entre 18 e 35 anos e estarem em com estado geral de saúde. O voluntário permanece no cadastro até os 60 anos e pode realizar a doação até essa idade.

04/Feb/26 - Acao Comunicativa
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