ACOLHIMENTO QUE SALVA VIDAS

ACOLHIMENTO QUE SALVA VIDAS
No Dia Nacional do Atendimento Oncológico, Hospital Amaral Carvalho mostra que suporte social e casas de apoio são parte essencial da assistência oncológica.

Mais do que um gesto de solidariedade, o acolhimento a pacientes oncológicos é estratégia de saúde pública. Quando o paciente encontra suporte emocional, orientação social e condições práticas para continuar o cuidado, as chances de abandono do tratamento diminuem e as de cura aumentam.

No Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, no interior de São Paulo, essa lógica é aplicada há décadas. Desde 1973, quando a assistência social foi incorporada à rotina hospitalar, a instituição entende que o diagnóstico de câncer fragiliza não apenas o corpo, mas a vida como um todo: finanças, rotina familiar, trabalho, saúde emocional e espiritual.

Um dos pilares desse modelo são as casas de apoio, que acolhem pacientes de outras cidades e seus acompanhantes. “Muitas vezes a quimioterapia e a radioterapia do paciente demoram mais do que um dia. Muitas vezes, podem ser até 20 dias em que o paciente precisa ir diariamente ao Hospital. Já, no programa do transplante de medula óssea, é necessário que o paciente fique por uma longa estadia em atendimento, e para isso nós temos a casa específica do transplante de medula óssea, em que o paciente recebe todo o apoio e suporte durante essa fase do tratamento, que pode durar até 100 dias”, explica o infectologista João Gabriel de Campos e Silva, Gerente Médico do Hospital.

São três casas localizadas próximas ao Hospital. A Casa Ignês Carvalho Monte Negro e a Casa Eva L.V. Barbanti, para a estadia de pacientes adultos. No atendimento pediátrico, o acolhimento é reforçado pela Casa Ronald McDonald Jahu, mantida pela Fundação Doutor Amaral Carvalho e pelo Instituto Ronald McDonald. As três unidades juntas têm capacidade para atender 6 mil pacientes e acompanhantes por ano, oferecendo 60 mil diárias de hotelaria e cerca de 300 mil refeições anuais, gratuitamente. Sem esse suporte, a continuidade do tratamento, poderia ser um desafio para esses pacientes.

“Eu sou de Salvador, Bahia, a 2 mil quilômetros de Jaú. Meu esposo tem câncer, é cadeirante e depende totalmente de mim. O fato de o Hospital permitir que o acompanhante fique é importante também para o psicológico da pessoa. Meu esposo tem uma chance de vida e aqui na casa de apoio é oferecido todo suporte”, conta Amanda da Silva.

Suzana Abadia da Videira é da capital federal, e encontrou todo o suporte necessário no HAC. “Eu moro em Brasília e lá não faz esse tratamento e aí o doutor me encaminhou para o Hospital Amaral Carvalho e falou: Suzana, você vai ter todo suporte, porque lá tem casa de apoio. Isso é muito importante nesse momento bem desafiador para a gente restabelecer a saúde.”

Desde 1996, os pacientes do Hospital contam com outro apoio muito valioso, que são os voluntários. Atualmente, são mais de 4.200 mil, organizados em 112 Ligas de Combate ao Câncer, que atuam em diversas cidades paulistas. Eles incentivam a prevenção, visitam pacientes após a alta, realizam acompanhamento domiciliar, arrecadam doações para famílias vulneráveis, lembram datas de consultas, ajudam com transporte quando necessário e prestam apoio prático e emocional.

Dentro do Hospital, o acolhimento ganha outras formas: o grupo Remédicos do Riso leva leveza aos corredores, com voluntários vestidos de palhaço; já o Grupo da Estética cuida de barba e cabelo; o Grupo do Chá e Bolacha distribui lanches nos ambulatórios; e há ainda os que confeccionam e doam perucas; o apoio da Pastoral da Saúde; e o acompanhamento constante nas casas de apoio.

E essa estrutura vai crescer. No próximo dia 06 de março, será lançada a pedra fundamental da nova casa de apoio, que será construída na Vila Assis, ao lado das unidades de acolhimento já existentes. O evento contará com a presença do Thiago Auricchio, um dos parlamentares que mais destinam recursos à Instituição.

03/Mar/26 - Acao Comunicativa
Facebook icon LinkedIn icon Twitter icon
Plataforma para acompanhar as destinações das verbas públicas para a saúde