
Ecossistemas de inovação podem aproximar empresas, universidades, profissionais, estudantes e poder público na criação de novas oportunidades de formação e trabalho.
Experiências desenvolvidas no Recife e em Goiânia mostram como esses ambientes podem contribuir para a qualificação profissional, o desenvolvimento de negócios e a aplicação da tecnologia em diferentes setores.
Formação e empregabilidade no Recife
Criado em 2000, o Porto Digital reúne atualmente 541 empresas e mais de 24 mil trabalhadores no Recife.
Além de abrigar negócios de tecnologia, o ecossistema desenvolve programas de formação profissional e apoio ao empreendedorismo.
O Embarque Digital, realizado em parceria com a Prefeitura do Recife, prevê quatro mil bolsas integrais de graduação em tecnologia para estudantes vindos da rede pública até 2028. Metade das vagas é reservada para pessoas negras ou pardas, com prioridade de desempate para mulheres.
Em uma formação recente do Programa de Academias, 60 profissionais concluíram cursos relacionados às tecnologias SAP e ServiceNow. Desse total, 55 já estavam empregados em empresas ligadas ao Porto Digital.
Inovação no Centro-Oeste
Em Goiânia, o Hub Goiás oferece um espaço de mais de dois mil metros quadrados com coworking gratuito, eventos, comunidades, programas de aceleração e editais de apoio a negócios.
A iniciativa é mantida pelo Governo de Goiás e gerida pelo Porto Digital, conectando a experiência do ecossistema pernambucano às instituições, empresas e universidades goianas.
A região também deverá receber o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial. O projeto ainda está em implantação e prevê estruturas destinadas à pesquisa, formação, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico.
As experiências mostram que um polo tecnológico não depende apenas da presença de empresas. Formação profissional, pesquisa aplicada, articulação institucional e oportunidades de inserção no mercado também fazem parte da construção de um ecossistema capaz de gerar impacto regional.



