
A criação de parques urbanos pode contribuir para o lazer, o conforto térmico e a absorção da água da chuva. Uma ferramenta desenvolvida com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo busca ajudar gestores a escolher os melhores locais para essas áreas verdes.
O estudo foi conduzido pelo Instituto de Biociências da USP em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.
A pesquisa avaliou 211 propostas de implantação de parques apresentadas pela administração municipal.
Benefícios sociais e ambientais
A análise considerou três serviços oferecidos pelos parques urbanos: recreação, regulação térmica e infiltração da água da chuva.
A infiltração permite que parte da água seja absorvida pelo solo, reduzindo o escoamento superficial que pode contribuir para alagamentos.
Os pesquisadores também avaliaram os custos de desapropriação, implantação e manutenção dos parques.
A combinação dessas informações permite comparar diferentes cenários e identificar quais propostas podem oferecer melhores resultados de acordo com os objetivos e os recursos disponíveis.
Ciência aplicada ao planejamento urbano
A ferramenta integra dados sobre oferta, demanda e distribuição dos benefícios proporcionados pelas áreas verdes.
Os resultados podem ajudar a equilibrar custos, benefícios ambientais e acesso da população aos parques.
Segundo os pesquisadores, o modelo também pode ser adaptado para auxiliar o planejamento de áreas verdes em outras cidades.
A iniciativa mostra como a ciência e a tecnologia podem apoiar decisões públicas relacionadas à qualidade de vida e à preparação das cidades para eventos climáticos extremos.
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Fontes e referências
Agência FAPESP
Ferramenta ajuda a escolher os melhores locais para novos parques em São Paulo
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