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Saúde e Saúde Pública

Brasil completa dez anos sem casos de raiva humana transmitida por variantes de cães

Marco alcançado em 2026 evidencia os resultados da vacinação e da vigilância, enquanto novas ações nas fronteiras buscam impedir a reintrodução da doença.

24 de agosto de 2026 · Por Ação Comunicativa

Profissional da vigilância em saúde aplica vacina antirrábica em cão durante campanha de vacinação.
Divulgação

O Brasil alcançou em 2026 uma década sem registrar casos de raiva humana provocados pelas variantes associadas aos cães (AgV1 e AgV2), segundo o Ministério da Saúde.

10 anos

Sem casos de raiva humana provocados pelas variantes associadas aos cães (AgV1 e AgV2)

O resultado representa um importante marco para a saúde pública brasileira, mas não significa que o vírus da raiva tenha deixado de circular no país.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos relacionados a variantes provenientes de animais silvestres.

Os morcegos estiveram associados a 22 desses casos. Também foram registrados casos relacionados a primatas, felinos infectados com variante de morcego, raposas, um cão infectado com variante de morcego e um bovino infectado com variante de morcego.

Vigilância continua sendo necessária

Mesmo após dez anos sem transmissão humana pelas variantes caninas, a circulação do vírus entre animais silvestres mantém a necessidade de vacinação de cães e gatos e de acompanhamento permanente de possíveis ocorrências.

Para reforçar essa proteção, o Ministério da Saúde promoveu, em 22 de agosto, uma ação integrada de vacinação antirrábica em áreas de fronteira.

A mobilização envolveu Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul e contou com articulação entre Brasil, Bolívia e Peru.

Além das vacinas destinadas a cães e gatos, foram disponibilizados equipamentos e materiais para apoiar as equipes responsáveis pelas ações.

A cooperação é especialmente importante nas regiões fronteiriças, onde a circulação de pessoas e animais entre países torna necessária uma estratégia coordenada de vigilância epidemiológica.

Prevenção continua sendo fundamental

A raiva é uma doença viral grave e, após o aparecimento dos sintomas, apresenta elevada letalidade.

Por isso, diante de mordidas, arranhões ou contato de risco com saliva de mamíferos, a orientação é procurar rapidamente um serviço de saúde para avaliação.

A marca de dez anos sem casos humanos relacionados às variantes caninas mostra o impacto que políticas contínuas de vacinação, vigilância epidemiológica e cooperação entre diferentes territórios podem produzir na proteção da população.

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Fontes e referências

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