
Um resíduo gerado durante a fabricação do vinho pode ganhar uma nova utilidade na agricultura. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade Federal do Paraná desenvolveram um biofertilizante à base de bagaço de uva.
A solução foi testada no cultivo da calêndula pôr do sol, uma variedade de flor comestível utilizada pelas indústrias de alimentos e cosméticos.
O bagaço representa entre 20% e 25% da massa total da uva processada e ainda contém fibras, açúcares, pigmentos naturais e compostos antioxidantes.
Resíduo transformado em recurso
Antes de ser aplicado nas plantas, o bagaço de uva foi transformado em um biofertilizante líquido por meio da digestão anaeróbia.
Nesse processo, microrganismos decompõem a matéria orgânica na ausência de oxigênio.
Os pesquisadores testaram diferentes quantidades do biofertilizante e condições de irrigação durante o verão e o inverno.
Os resultados indicaram que doses moderadas favoreceram o desenvolvimento das plantas. Quantidades excessivas, entretanto, prejudicaram o crescimento.
Potencial para a economia circular
Durante os testes realizados no verão, o uso do biofertilizante aumentou a concentração de betacaroteno e de outros compostos antioxidantes nas flores.
No inverno, os pesquisadores observaram resultados relacionados à retenção de pigmentos e minerais.
A proposta busca aproveitar um resíduo da produção de vinho para gerar biofertilizante, energia e matérias-primas que possam ser utilizadas em novos produtos.
Apesar dos resultados promissores, ainda são necessários estudos sobre custos, logística e viabilidade técnica antes que a solução possa ser utilizada em larga escala.
- Sustentabilidade
- Ciência
- Pesquisa
- Economia Circular
Fontes e referências
Agência FAPESP
Bagaço de uva vira biofertilizante para o cultivo de flores comestíveis
Acessar fonte



