
Um projeto do Hospital Amaral Carvalho recebeu reconhecimento nacional por propor a integração mais precoce dos cuidados paliativos à jornada de pacientes com câncer avançado.
A iniciativa venceu a sexta edição do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer, na categoria Inovação em Cuidados Paliativos.
O projeto “Uma Jornada Ininterrupta de Cuidado: Integração Precoce dos Cuidados Paliativos na Jornada Oncológica” foi desenvolvido pela médica oncopaliativista Juliana dos Santos de Oliveira Victor, pela diretora de Desenvolvimento em Saúde Cristina Moro e pela enfermeira-chefe Fabiana Batista de Moura.
Cuidado que começa mais cedo
O projeto surgiu a partir da percepção de que muitos pacientes com câncer metastático chegavam aos cuidados paliativos apenas em fases avançadas da doença.
A proposta permite que, a partir do diagnóstico de doença metastática, o paciente seja encaminhado pela equipe de Oncologia para receber acompanhamento conjunto dos cuidados paliativos.
Essa integração ocorre simultaneamente ao tratamento oncológico e permite a construção gradual de vínculo entre o paciente, seus familiares e a equipe.
Os cuidados incluem atenção aos sintomas físicos e às necessidades emocionais, sociais e espirituais, respeitando as individualidades de cada pessoa.
Atendimento presencial e remoto
O serviço conta com cinco médicas paliativistas e realiza aproximadamente 600 atendimentos ambulatoriais por mês.
Cerca de 30% desses atendimentos acontecem por teleatendimento, ampliando o acesso e a continuidade do acompanhamento.
Atualmente, aproximadamente 85% dos novos pacientes acompanhados no ambulatório permanecem em tratamento concomitante ao atendimento oncológico.
No ambiente hospitalar, a instituição possui uma enfermaria especializada com 14 leitos e recebe aproximadamente 80 internações por mês.
O atendimento é realizado por profissionais de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Assistência Social, com suporte espiritual de acordo com as crenças e necessidades de cada paciente e família.
O reconhecimento reforça uma compreensão dos cuidados paliativos baseada na continuidade da assistência, no manejo de sintomas, na autonomia, na comunicação e no acolhimento ao longo da jornada do paciente.



