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Câncer

PACIENTE ONCOLÓGICO PODE SE VACINAR?

Infectologista do Hospital Amaral Carvalho explica que imunização contra a gripe é aliada no cuidado de pacientes oncológicos

22 de abril de 2026 · Por Ação Comunicativa

PACIENTE ONCOLÓGICO PODE SE VACINAR?

Com o início da campanha nacional de vacinação contra a Influenza pelo Ministério da Saúde, uma dúvida recorrente surge entre pacientes em tratamento contra o câncer: é seguro se vacinar? A resposta é sim. E mais do que isso, a imunização é altamente recomendada.

De acordo com a infectologista do Hospital Amaral Carvalho, Priscila Paulin, pacientes oncológicos devem receber a vacina contra a gripe, especialmente por fazerem parte do grupo mais vulnerável a complicações. “A vacina é composta por pedaços de vírus morto e não tem a capacidade de causar gripe ou outras doenças. Portanto, é importante que pacientes oncológicos, que têm a imunidade mais baixa, seja pelo tratamento ou pelo próprio câncer, se protejam”, explica.

A baixa imunidade torna esses pacientes mais suscetíveis a infecções graves. Nesse cenário, a vacinação se apresenta como a principal forma de prevenção, contribuindo para reduzir riscos de internações e até mortes decorrentes da doença.

No Hospital Amaral Carvalho, o incentivo à imunização faz parte da rotina de cuidado. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), em parceria com a equipe de Navegação, atua diretamente na orientação dos pacientes desde a primeira consulta, inclusive com o encaminhamento para vacinação. Além da dose contra a gripe, também são indicadas vacinas contra pneumonia e o Papilomavírus Humano (HPV), conforme cada caso.

Outra alternativa é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. “Por se tratar de um vírus morto, todos os pacientes, independentemente do estágio do tratamento, podem se vacinar. A única orientação é que não estejam com febre no dia da imunização”, reforça a médica.

A proteção, no entanto, não deve se restringir apenas ao paciente. A vacinação de familiares e pessoas que convivem no mesmo ambiente também é essencial. “Assim, criamos uma rede de proteção. É uma forma de cuidado, carinho e consideração com quem está em tratamento”, destaca Priscila.

Mesmo após a vacinação, algumas pessoas podem apresentar quadros gripais. Isso ocorre porque a vacina protege contra os principais tipos de vírus da Influenza em circulação, mas não contra todos. Ainda assim, os especialistas reforçam que a imunização tende a tornar os sintomas mais leves e reduzir significativamente o risco de complicações graves.

A campanha de vacinação para os grupos prioritários segue até o dia 30 de maio nas unidades de saúde. Após esse período, a imunização pode ser ampliada conforme a disponibilidade de doses em cada município. Para crianças, gestantes e idosos, a vacina faz parte do calendário nacional e pode ser ofertada ao longo de todo o ano.

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