Ir para o conteúdo
Voltar para Notícias
Notícias

OS DESAFIOS DA SAÚDE

Medidas são urgentes e precisam ser implementadas pelos eleitos já nos primeiros dias de governo.

3 de outubro de 2022 · Por Ação Comunicativa

OS DESAFIOS DA SAÚDE

A partir de 2023, os novos governantes do Brasil terão um grande desafio para garantir acesso à saúde para toda população que precisa do SUS.

O Sistema Único de Saúde precisará de mais recursos para conseguir atender a demanda reprimida pela pandemia e que ainda não foi totalmente sanada.

Além disso, a pauta prioritária do setor demanda a busca pela universalização da atenção básica de saúde, o incremento de recursos para ciência, tecnologia e inovação e a promoção de um esforço nacional para a recuperação da cobertura vacinal de doenças que voltaram a ser vistas como ameaças aos brasileiros.

Segundo estimativa do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) é necessário um aporte adicional de R$ 8 bilhões para cirurgias eletivas, consultas, exames e tratamentos que não foram realizados entre 2020 e 2021, auge da pandemia. O recurso também é necessário para resolver habilitações pendentes de leitos de UTI, de equipes de saúde da família e até de ambulâncias do Samu pelo Brasil. O pagamento do piso da enfermagem e o reajuste dos repasses aos hospitais filantrópicos também entram nessa lista.

Para o Presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Nesio Fernandes, essas ações precisam ser implementadas já nos cem primeiros dias de governo. “Durante a pandemia, o SUS passou a ser percebido como um sistema extremamente relevante. A direita e a esquerda passaram a defender o sistema. E é preciso uma agenda urgente de modernização do SUS”.

Em carta dirigida aos candidatos à Presidência da República, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pediu a universalização da cobertura da atenção básica em saúde, principalmente por meio da expansão do programa saúde da família. O que geraria rapidamente cerca de 2 milhões de vagas de trabalho para profissionais de saúde. E teria um efeito direto nos indicadores do país.

Atualmente, o gasto público com saúde no Brasil é em 3,8% do PIB. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) aponta que o nível de gasto adequado deve ser de 6%.

Notícias relacionadas

Tórax de um homem adulto com cicatriz de cirurgia na região do peito
14/10/2026Por Ação Comunicativa

Câncer de mama em homens costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados

Embora seja mais frequente entre mulheres, o câncer de mama também atinge homens e costuma ser identificado em estágios mais avançados. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), baseado em registros hospitalares do Instituto Nacional de Câncer (Inca), identificou 2.126 casos masculinos entre mais de 163 mil registros da doença no período de 2020 a 2023. O alerta, divulgado durante o Outubro Rosa, reforça a importância da conscientização sobre os sinais da doença e da busca por avaliação médica diante de alterações suspeitas.

Leia mais
Bombeiros em uniformes amarelos combatendo um incêndio em área de vegetação
14/10/2026Por Ação Comunicativa

Fiocruz alerta para impactos das queimadas na saúde indígena no Amazonas

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentaram um levantamento sobre os impactos da poluição atmosférica provocada por queimadas e incêndios florestais no Amazonas. O estudo identificou episódios de concentração de poluentes acima dos parâmetros internacionais de qualidade do ar, destacando os riscos para comunidades indígenas e populações com dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A pesquisa reúne dados sobre material particulado fino, focos de incêndio e previsões de qualidade do ar, oferecendo informações que podem apoiar ações de vigilância, prevenção e proteção à saúde.

Leia mais
Profissional de laboratório com luvas azuis manipulando tubos de ensaio
14/10/2026Por Ação Comunicativa

Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes clínicos em humanos da Vivaxin, vacina experimental brasileira desenvolvida para combater a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. O imunizante é resultado de pesquisas do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira etapa contará com 48 voluntários e terá como objetivo avaliar a segurança e a resposta imunológica da vacina. O avanço representa uma etapa importante para a pesquisa nacional e para o desenvolvimento de novas estratégias de enfrentamento da doença.

Leia mais