Ir para o conteúdo
Voltar para Notícias
Hospital Amaral Carvalho

FEVEREIRO LARANJA: LEUCEMIA TEM CURA

Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, é referência internacional em transplante de medula óssea, um dos principais tratamentos para esse tipo de câncer

4 de fevereiro de 2026 · Por Ação Comunicativa

FEVEREIRO LARANJA: LEUCEMIA TEM CURA

Fraqueza persistente, febre sem causa aparente, perda de peso e infecções recorrentes podem parecer sinais banais, mas podem ser o primeiro alerta de câncer, doença que se aproxima de se tornar a principal causa de morte no mundo , superando as doenças cardiovasculares.

O crescimento dos casos está ligado ao envelhecimento da população, mudanças no estilo de vida, maior exposição a fatores de risco e, sobretudo, o diagnóstico tardio. Quanto mais tarde a doença é identificada, menores são as chances de controle e cura. Por isso, o alerta não é abstrato. Ele diz respeito à sobrevivência, à segurança e à capacidade do sistema de saúde de responder a tempo, especialmente no SUS, onde milhões de brasileiros buscam atendimento.

É nesse cenário que o Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, reforça uma mensagem central: informação salva vidas. Dentro desse contexto mais amplo, o Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia, um tipo de câncer que atinge a medula óssea e compromete a produção do sangue. Sem formas conhecidas de prevenção, a doença exige vigilância aos sinais e rapidez na investigação médica. Sintomas como cansaço extremo, febre, sangramentos, manchas roxas, dores ósseas e infecções frequentes não devem ser normalizados.

A história de Marcos Vinicius Sanches (fotos), morador de Cerqueira César (SP), ajuda a dar rosto a esse alerta. Em poucas semanas, ele passou a sentir fraqueza intensa, febre constante, emagrecimento acentuado e uma dor de garganta que não passava. Pensou que poderia ser anemia ou mais uma crise de amigdalite. O diagnóstico veio como um choque: leucemia. Marcos foi encaminhado para tratamento (primeira foto durante o tratamento) no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), referência internacional em transplante de medula óssea. Um ano após o tratamento, hoje ele está em remissão (segunda foto) , com acompanhamento médico contínuo, um desfecho que só foi possível graças ao diagnóstico rápido e tratamento em um centro altamente especializado.

O Hospital Amaral Carvalho é um dos pilares do tratamento da leucemia no Brasil. Desde a implantação do seu Centro de Transplante, em 1996, a instituição já realizou mais de 4.700 transplantes, atendendo pacientes de todos os estados brasileiros. Foi o primeiro hospital do país a realizar, em 2004, um transplante alogênico de células-tronco de cordão umbilical proveniente de um banco brasileiro. Esse resultado é sustentado por uma estrutura robusta, que inclui laboratórios de alta complexidade, residência médica especializada, equipes de enfermagem treinadas e o apoio estratégico do Hemonúcleo Regional de Jaú, responsável por garantir segurança transfusional e suporte essencial aos procedimentos.

O cuidado, porém, não se limita à técnica. O Amaral Carvalho está entre os poucos centros transplantadores do país que mantêm casas de apoio próprias, oferecendo gratuitamente hospedagem e alimentação a pacientes e acompanhantes que vêm de outras cidades e não têm condições de arcar com essas despesas. Essa proximidade com o hospital, especialmente nos primeiros dias após o transplante, é decisiva para a segurança e o sucesso do tratamento. Em um país onde o câncer avança e impõe desafios crescentes à saúde pública, histórias como a de Marcos mostram que diagnóstico precoce, estrutura adequada e cuidado humanizado são a diferença concreta entre o medo e a chance real de continuar vivendo.

Como se tornar um doador de medula óssea

O transplante de medula óssea (TMO) é um procedimento que substitui a medula óssea doente por células normais de medula óssea de um doador compatível a fim de reconstituir uma medula saudável. Embora seja um procedimento bastante utilizado, nem sempre é necessário. Se indicado, o doador pode ou não ser aparentado (de uma pessoa da família).

No entanto, por conta da dificuldade em encontrar doadores compatíveis, existe o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) , um banco de doadores voluntários brasileiros. Qualquer pessoa pode se cadastrar e fazer parte da lista de doadores disponíveis. Para fazer parte, é simples:

– Vá até o hemocentro mais próximo de você. Em nossa região,o Hemonúcleo Regional de Jaú fica localizado na estrutura do Hospital Amaral Carvalho;

– O profissional responsável pelo seu atendimento apresentará um termo de consentimento livre e esclarecimento (TCLE) e um formulário para ser preenchido. É necessário apresentar um documento de identidade com foto;

– Seu sangue será coletado para análise por exame de histocompatibilidade (HLA), para identificação das suas características genéticas;

– Seus dados pessoais e dados coletados pelo exame serão incluídos no Redome;

– Sempre que um paciente precisar de um transplante de medula óssea, é feita a busca no Redome, onde os seus dados estão armazenados.Quando ocorrer possível compatibilidade com um paciente, você receberá o contato do hospital;

– Caso o desejo da doação seja confirmado, exames complementares serão realizados para avaliação e confirmação;

– Após essas etapas, a data para a realização do procedimento será marcada.

Os doadores devem ter entre 18 e 35 anos e estarem em com estado geral de saúde. O voluntário permanece no cadastro até os 60 anos e pode realizar a doação até essa idade.

  • Hospital Amaral Carvalho
  • Transplante de Medula Óssea
  • Saúde
  • Oncologia

Notícias relacionadas

Tórax de um homem adulto com cicatriz de cirurgia na região do peito
14/10/2026Por Ação Comunicativa

Câncer de mama em homens costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados

Embora seja mais frequente entre mulheres, o câncer de mama também atinge homens e costuma ser identificado em estágios mais avançados. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), baseado em registros hospitalares do Instituto Nacional de Câncer (Inca), identificou 2.126 casos masculinos entre mais de 163 mil registros da doença no período de 2020 a 2023. O alerta, divulgado durante o Outubro Rosa, reforça a importância da conscientização sobre os sinais da doença e da busca por avaliação médica diante de alterações suspeitas.

Leia mais
Bombeiros em uniformes amarelos combatendo um incêndio em área de vegetação
14/10/2026Por Ação Comunicativa

Fiocruz alerta para impactos das queimadas na saúde indígena no Amazonas

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentaram um levantamento sobre os impactos da poluição atmosférica provocada por queimadas e incêndios florestais no Amazonas. O estudo identificou episódios de concentração de poluentes acima dos parâmetros internacionais de qualidade do ar, destacando os riscos para comunidades indígenas e populações com dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A pesquisa reúne dados sobre material particulado fino, focos de incêndio e previsões de qualidade do ar, oferecendo informações que podem apoiar ações de vigilância, prevenção e proteção à saúde.

Leia mais