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MAIS CINCO MIL MÉDICOS

MAIS CINCO MIL MÉDICOS
Programa Mais Médicos pelo Brasil, que substituiu o Mais Médicos, pretende contratar 5 mil médicos para municípios pobres e áreas indígenas

A permanência de médicos públicos em municípios ou localidades pobres ou distantes tem sido um desafio para os governos brasileiros. Como o perfil dos profissionais formados aqui é, na sua maioria, de pessoas de classe média alta e que se formaram ou vivem em grandes centros, em especial no sudoeste do Brasil, existem poucos profissionais com origem ou identificação com as algumas realidades nacionais.

 

Uma solução encontrada pelo Governo Dilma, em 2013, para preencher vagas em cidades ou povoados menos atrativos foi a criação do Programa Mais Médicos, que trouxe para o país 8.500 profissionais cubanos. Pela sua história e pela missão que estavam desempenhando, os cubanos não fizeram restrições ao local de trabalho ou salários (grande parte ficava com o governo do país) e atuaram no país por cinco anos.

 

Em novembro de 2018, no entanto, o governo cubano anunciou a saída do Programa, após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que criticou os profissionais estrangeiros diversas vezes durante a campanha eleitoral e afirmou que iria “usar o Revalida (prova de validação de diplomas de médicos formados em outros países) para expulsar os cubanos do Brasil”. Das 8.500 vagas deixadas, cerca de 25% não foram preenchidas. A maioria em municípios com maior nível de pobreza e áreas indígenas.

 

Em dezembro de 2019, o Mais Médicos foi substituído pelo Médicos pelo Brasil que, no último dia 15, lançou seu primeiro edital de chamamento para municípios com falta desse tipo de profissional. No total, 4.919 cidades e Distritos Sanitários Especiais Indígenas manifestaram interesse em médicos que poderão ser contratados em 2022.

 

E, no último dia 31, o Ministério da Saúde, publicou o primeiro edital do Médicos pelo Brasil de seleção de profissionais para trabalhar no Programa. Até 4.057 médicos bolsistas, além de 595 tutores médicos, poderão trabalhar nas regiões que mais precisam de profissionais.

 

Segundo o Ministério da Saúde, o Médicos pelo Brasil vai substituir gradativamente o Mais Médicos, com diferenciais. A prioridade é atender regiões vulneráveis, remotas e de difícil provimento, e todos os médicos aprovados no processo seletivo vão contar com uma especialização em medicina da família e comunidade, para oferecer um atendimento de mais qualidade para a população.

 

 

05/Jan/22 - Acao Comunicativa
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